Foram tentativas e continuarei tentando. Meu corpo é pólvora. Falta apenas uma fagulha para eu explodir. Enquanto isso, vou deixando rastros de pólvora. Passei por tantos lugares. Se um dia pegar fogo, as marcas ficarão no chão, mostrando as linhas que fiz. Algumas pessoas vão até rir dos locais por onde passei. Mas no final as linhas carbonizadas no chão formarão um nome chamado tentativas de amar.
Lembrei de uma música de Chico Buarque que marcou minha infância. Numa prova de Português, uma das questões de interpretação era a música Meu Guri. Inicialmente, li, fiz a questão e nada de especial aconteceu. Entretanto, tempos depois me aparece no rádio essa música. Estranhei. Sabia que já havia escutado antes, ou melhor, lido. Exatamente. Estava na minha prova de Português do Ensino Fundamental. Agora, trago uma análise minuciosa da música, até porque cresci e, consequentemente, minha análise de mundo mudou. Vejamos a letra da música. Meu Guri Quando, seu moço, nasceu meu rebento Não era o momento dele rebentar Já foi nascendo com cara de fome E eu não tinha nem nome pra lhe dar Como fui levando, não sei lhe explicar Fui assim levando ele a me levar E na sua meninice ele um dia me disse Que chegava lá Olha aí Olha aí Olha aí, ai o meu guri, olha aí Olha aí, é o meu guri E ele chega ...
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